Vai mudar para a Europa? Conheça as regras para levar seu cão ou gato

Mudar para a Europa envolve uma série de preparativos, e para muitas famílias uma das maiores preocupações é garantir que o pet possa acompanhar essa mudança. O transporte internacional de cães e gatos é permitido, mas exige planejamento antecipado, cumprimento de requisitos sanitários e atenção às regras específicas do país de destino.

Embora exista uma base regulatória comum dentro da União Europeia, cada país pode apresentar particularidades operacionais na entrada de animais. Além disso, alguns destinos importantes, como o Reino Unido, possuem regras próprias que diferem das exigências aplicadas nos demais países europeus.

🇪🇺 Regras gerais da União Europeia para entrada de pets

A entrada de cães e gatos provenientes do Brasil nos países da União Europeia segue um conjunto de exigências sanitárias definidas pelo regulamento europeu para o trânsito não comercial de animais de companhia.

De modo geral, os requisitos básicos incluem:

• identificação do animal por microchip compatível com o padrão internacional
vacinação antirrábica válida, aplicada após a implantação do microchip
Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido pelo Ministério da Agricultura no Brasil
• exame clínico realizado por médico veterinário antes da viagem
• cumprimento dos prazos sanitários exigidos pela legislação europeia

Essas exigências são verificadas pelas autoridades sanitárias do país de entrada na União Europeia.

🇬🇧 Regras específicas do Reino Unido

O Reino Unido possui um sistema próprio para entrada de animais, chamado Pet Travel Scheme (PETS), que estabelece regras sanitárias específicas.

Para entrada de cães e gatos no Reino Unido, normalmente são exigidos:

• microchip obrigatório
• vacinação antirrábica válida
• Certificado Veterinário Internacional
• tratamento antiparasitário obrigatório contra Echinococcus multilocularis (parasita intestinal), aplicado entre 24 e 120 horas antes da chegada ao país

Outro ponto importante é que o Reino Unido costuma exigir que a entrada de pets ocorra por rotas e aeroportos autorizados, conhecidos como approved routes. Dependendo da companhia aérea e do aeroporto de chegada, o animal pode precisar entrar no país como carga manifestada, mesmo quando viaja com o tutor.

Essas regras tornam o planejamento da rota especialmente importante quando o destino final é Inglaterra, Escócia ou País de Gales.

🇵🇹 Portugal: um dos destinos mais comuns para brasileiros

Portugal é atualmente um dos destinos mais frequentes para brasileiros que se mudam para a Europa com seus pets. As regras seguem o padrão da União Europeia, com exigência de microchip, vacinação antirrábica válida e apresentação do Certificado Veterinário Internacional.

Em geral, a inspeção sanitária ocorre no aeroporto de entrada, normalmente em Lisboa ou Porto. As autoridades verificam a documentação do animal e confirmam a identificação por microchip.

Quando toda a documentação está correta, o processo de entrada costuma ocorrer de forma relativamente rápida.

🇮🇹 Itália: atenção à documentação e identificação

Na Itália, as exigências sanitárias também seguem o regulamento europeu para trânsito de animais de companhia. As autoridades italianas costumam verificar cuidadosamente a correspondência entre o microchip do animal e os dados registrados nos documentos.

Por isso, é fundamental que todas as informações presentes no atestado veterinário e no Certificado Veterinário Internacional estejam corretas e atualizadas.

Nos principais aeroportos italianos, como Roma e Milão, o controle sanitário é realizado por serviços veterinários ligados ao sistema público de saúde.

🇩🇪 Alemanha: controle sanitário rigoroso

A Alemanha também segue as regras da União Europeia, mas possui procedimentos de controle bastante rigorosos na entrada de animais.

Nos aeroportos alemães, as autoridades sanitárias podem realizar conferência detalhada da documentação, leitura do microchip e análise do certificado veterinário apresentado.

Além disso, companhias aéreas que operam voos para cidades como Frankfurt ou Munique costumam ter regras específicas para transporte de pets, especialmente em relação ao tamanho da caixa de transporte e às condições de embarque.

✈️ Planejamento da rota é parte essencial da viagem

Ao organizar o transporte internacional de um pet para a Europa, não basta apenas escolher o país de destino. A rota do voo, os aeroportos de escala e as regras da companhia aérea também precisam ser considerados.

Alguns países permitem entrada mais simples quando o animal chega diretamente do Brasil, enquanto rotas com escalas podem exigir procedimentos adicionais ou documentação complementar.

Por isso, o planejamento da viagem deve considerar não apenas as exigências sanitárias, mas também a logística do transporte aéreo.

🐾 A importância da assessoria no transporte internacional de pets

O transporte internacional de animais envolve etapas que precisam ser realizadas dentro de prazos específicos. Vacinação, emissão de documentos e agendamento do Certificado Veterinário Internacional são processos que exigem organização.

Contar com orientação especializada ajuda a evitar erros na documentação e facilita o planejamento da viagem. Uma assessoria dedicada acompanha as exigências do país de destino e orienta o tutor em cada etapa necessária para o embarque.

Esse acompanhamento reduz riscos e aumenta a segurança durante todo o processo.

📌 Preparação antecipada garante uma viagem tranquila

Levar um cão ou gato do Brasil para a Europa é perfeitamente possível, desde que todas as exigências sanitárias sejam cumpridas. Com planejamento, documentação correta e escolha adequada da rota, o pet pode acompanhar a família em uma mudança internacional com segurança.

Entender as regras de cada país e preparar o processo com antecedência é o caminho para evitar imprevistos e garantir uma chegada tranquila ao novo destino.

Aviso importante

As regras sanitárias para transporte internacional de animais podem sofrer alterações a qualquer momento por decisão das autoridades sanitárias ou órgãos reguladores de cada país.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter informativo e podem não refletir mudanças recentes na legislação ou em procedimentos adotados por companhias aéreas e autoridades de fronteira.

Antes de iniciar o processo de viagem, recomenda-se sempre verificar as exigências atualizadas junto às autoridades competentes e aos órgãos oficiais responsáveis pela certificação sanitária.

A Seu Pet a Bordo atua oferecendo orientação e assessoria especializada durante o processo de preparação da viagem, mas não se responsabiliza por alterações normativas, decisões de autoridades sanitárias ou restrições impostas por companhias aéreas ou órgãos de imigração.


Referências

UNIÃO EUROPEIA. Regulation (EU) No 576/2013 on the non-commercial movement of pet animals. Bruxelas: Parlamento Europeu, 2013. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu. Acesso em: 10 mar. 2026.

UNITED KINGDOM. Department for Environment, Food and Rural Affairs. Pet Travel: bringing pets to Great Britain. Londres: DEFRA, 2024. Disponível em: https://www.gov.uk/bring-pet-to-great-britain. Acesso em: 10 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Certificação sanitária para trânsito internacional de cães e gatos. Brasília: MAPA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura. Acesso em: 10 mar. 2026.

EUROPEAN COMMISSION. Travelling with pets and other animals in the European Union. Bruxelas: Comissão Europeia, 2024. Disponível em: https://food.ec.europa.eu. Acesso em: 10 mar. 2026.